Como orgânicos, integrais, nuggets e comida congelada. Sou assim, um pouco misturada. Em algum momento, me descobri em algum lugar entre o bem e o mal.
Logo que me mudei pro MEU apartamento, comecei um namorico com um moço que dizia andar sempre pelado pela casa, achava aquilo tudo muito esquisito. Nudez era pra mim algo mais pra alguma intimidade. Entre quatro paredes, banho e algumas poucas outras exceções à regra, quem sabe. Achava aquilo meio despudorado, beirando a perversão quase ou talvez um fetichismo que eu não entendia bem. Ahhh... a ingenuidade das coisas. Sentir o vento na pele, a sensação de estar em casa, sentada à janela como se sozinha no mundo, e como o mundo se apresentou a mim lá a algumas dezenas de anos atrás. Muito melhor! H., hoje te entendo e te agradeço imenso pelo prazer de viver livre! E pra quem fizer mesmo questão de olhar pela MINHA janela: Mazel Tov!!!
terça-feira, abril 21, 2009
My GPS
While I was showering, a not so unusual thought popped into my head: "what turns me on?"
This is not one of those questions that can't be fastly answered, not if you want to tell the truth at least... Then I started thinking about the guys that most turned me on, about the things that most turned me on, foods, beverages, places and the whole firing up deal.
No, I guess I won't write down a list of things or a map to this treasure - not today I won't. But one of the things that gets me in the mood is that someone who does something really well, and I don't mean a specific thing, just doing it well. I've shaken while sitting down by the side of an amazing driver, who knew how to move through the cars that passed by so secure, that could pay attention to the music, make a turn, keep up a conversation, speed a bit, but just enough so that I wouldn't ask him to slow down and still make it fast enough and manly enough so that I'd almost melt down by him changing gears...
What the hell?! Doing something really well turns me on, but if that something is driving, even better.
And OK, I admit I started picturing a specific person while I was writing and that made me lose focus, but it doesn't change the subject or the mood, it makes it stronger.
domingo, março 01, 2009
Bullshitt
Quem disse que as pessoas mais interessantes eram aquelas que não sabiam o que queriam ser antes dos 30 era um idiota.
Cresci acreditando nisso e veja onde isso me levou. Devo ser um espécime a ser estudado tamanha a riqueza da minha psique, mas a sensação mesmo é de ter um grande L estampado na testa.
Quando pequena, queria ser bailarina. Adolescente, coreógrafa. Na época do vestibular, administradora, turismóloga (?), psicóloga ou publicitária. Na pós-adolescência (leia-se na faculdade e um pouco depois), marketeira. Nada com muito afinco ou com aquela defesa da profissão que faz brilhar os olhos. Houve um tempo em que quis ser escritora, mas como foi seguido por um branco literário, foi por água. E a essas poderia juntar dançarina de country, animadora de balada alheia, pesquisadora, atendimento, professora e dog walker.
As profissões e os sonhos instantâneos foram seguindo junto com os anos e quando chegaram os 30, desabei. Além da crise dos 30 normal, caiu o mito. Não me achava nada acima da média das pessoas interessantes. Me achava, aliás, a menos interessante das pessoas interessantes que eu conhecia.
Em 5 dias sigo o próximo passo. E me pergunto – o que dizem de interessante das pessoas que não sabem o que querem ser depois dos 31?
(Nota da autora: bullshitt 1st draft)
sábado, outubro 11, 2008
vermelho
aos trinta descobri a feminilidade instantânea. o vermelho.
unhas longas e um tom vermelho sangue-pisado seriam o ícone do feminino em mim. sem medo pintei, antes de um encontro promissor. era o primeiro encontro e o que melhor do que a fragilidade firme de mãos bem feitas num tom de casualidade e sensualidade? não, nada melhor. pra acompanhar, wore-out jeans, blusa preta desbotada, sapato de salto marrom mostrando parte dos dedos e matching leather coat, de antílope quatro dedos acima do joelho, claro. e como cereja do bolo, lenço de seda com um encarnado leve no pescoço. a mulher ao extremo.
o resultado? horas de conversa, um clima pesado de atração, uma embriaguez sentida na pele, um tchau e, por último, dedos com de rosa no dia seguinte. sim, porque aos trinta também descobri o porquê se deve usar base antes do esmalte... I'm now pinkish!
quinta-feira, março 20, 2008
It DOES get worse
Pior do que fazer 30 anos e não conseguir comemorar, não conseguir fazer a prometida tatoo e ainda trabalhar no dia é fazer 30 fora de forma (EU acho, e nada de me contrariar n o meu próprio blog, hein?!). Mas, o pior não tem limite e isso é fato... logo, fui eu – metida a ser fitness – me meter numa aula de pilates solo hoje às 7 da manhã (sim! é esse mesmo o horário!)... qual não foi minha surpresa quando a prof manda virar de bruços e, contraindo o abdome, levantar braços (à frente do corpo) e pernas (extendidas) um bocadinho, ao expirar... até aí, tudo bem... aí vem o limite do pior: "tirem o umbigo do colchonete!!!"
nada (mais) a declarar! até pq estou tentando entender como a realização da utopia seria possível!