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sábado, julho 15, 2017

desejos

não quero teu cheiro
tua pena
tua consciência limpa

não quero tuas palavras brandas
educação
e teu legal

quero teu pescoço
onde encostar a cabeça
tuas mãos na nuca
e teu todo em mim.

quero assim.

---
notas: ainda sobre 2016. título aleatório.

segunda-feira, outubro 17, 2016

casal

ela escreveu.
ele nunca leria.
ela queria.
ele distante.
ela chorava.
ele sorria.
ela pensava.
ele silêncio.
ela era vida.
ele vivia.
ela contava.
ele não lia.

domingo, julho 03, 2016

quarta-feira, junho 15, 2016

declaração

- Eu vou pra mais longe.
- Leva o violão.
- Eu vivo outras paqueras.
- Quero saber de ti, me conta?
- Dimanche.
- Posso perguntar?
- Talvez melhor falarmos depois.
- Tá certo.
- Bj.

quarta-feira, maio 11, 2016

liberdade

Em dado momento, vc disse que eu podia.
E eu acreditei --- pra sempre.
Tolinha...

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

press send to be free

Fiquei pensando naquilo de que uma vez abandonados os longos textos, a comunicação vai se fragmentando ad infinitum (o que seria de fato impossível, mas vá lá).

É verdade que chega um ponto de impasse entre cessar, small talk e o significado e profundidades comuns às mensagens mais longas e íntimas e charmosas e instigantes. Gosto dessas últimas mais que de quaisquer outras. Sentar e me deixar envolver, escrever o que tenho vontade, quando tenho vontade. Não precisar escrever mensagens e guardá-las a sete chaves numa pasta de rascunhos nunca enviados por quebrarem regras de ouro escritas por alguém que, certamente, morreu solteiro, entediado e absolutamente miserável, engasgado com as próprias palavras e risadas e chamegos e possibilidades.

Gosto do que é de verdade, não me importo quem manda, quem paga a conta --- verdade que, quando for eu, agradeço que me seja dada a chance de escolher o programa, como seria de bom tom. Mas de regras basta isso. Voltando ao papel tradicional entre os sexos, só importa mesmo a alguém que não quer se entregar e ver no que dá, talvez. Que não queira abrir mão de um status quo estabelecido. Que tenha medo de usar calças e bater o dito cujo na mesa, sendo mulher, ou de chorar e pedir colo ou ajuda, no contrário. Nada disso me estremece, gosto do que é de verdade, sem muito melindre, ainda que, claro, com cuidado.

Sou atrevida, vou atrás de algumas coisas que quero e que acho que podem valer a pena (deve saber do que falo, né?!). Outras eu deixo passar, algumas coisas talvez (talvez!) devam ser colocadas a prova. Sou forte, como muitas das suas mulheres, mas frágil exatamente na mesma medida.

E não sei por que estou falando nada disso. Talvez quisesse mostrar algumas dessas coisas de verdade. Mas a vida é assim. Às vezes, playing it safe é a coisa mais estúpida a se fazer.

Não vou fazer small talk que te cansa. Mas se quiser um big talk... anytime!

beijo.

°°°
essa mensagem ou suas frações não representam nenhuma obra de ficção e sua semelhança ou menção a qualquer situação, crença ou opinião não são meras coincidências.

domingo, setembro 19, 2010

denorex

há pouco recebi uma ligação engraçada e que não entendi por alguns momentos: um amigo com quem há tempos não falava me liga, assim, domingo de manhã. segundo ele, ainda estava na cama, com o note no colo e deu saudades... (até aqui, fine!) pergunta como anda a vida, insiste na parte amorosa e eu "está tudo bem! está tudo bem!"... alguns minutos de enrolação esquisita sobre o assunto até que eu entendi. ele diz: "pô! a gente é amigo há tanto tempo... pára de bancar a forte e me conta quem foi o fdp que fez você sofrer?!"
a pergunta foi obviamente seguida por um certo silêncio... e, então, ri. ri alto e gostoso...

curioso... não se pode citar um coração partido sem estar com ele doendo? "foi uma mostra, fulano! só fui a uma mostra sobre o assunto!" (não que eu não tivesse historicamente muito material para a autora da obra)

meu coração está inteiro, curtindo o momento, louco pra se jogar de cabeça em uma nova
(ou velha reinventada) história, aventura, caso ou o que quer que seja, desde que seja algo que o faça, mesmo que por alguns poucos minutinhos apenas, parar e depois bater mais forte, gelar a barriga, ficar sem palavras, falar besteira, agitar as mãos, dar sorrisinhos de lado... tá pronto pro que der e vier.

pois que venha.

segunda-feira, setembro 13, 2010

não leia, é pessoal.

tem coisa que nunca muda. simples assim.

tem quem não mude de perfume, tem que não mude de estilo, de carro ou de idéia.
eu? eu aparentemente não consigo mudar de hábito. já tentei todas as outras, meu perfume preferido continua o mesmo, mas uso aquele outro. meu estilo mudou mudou mudou e voltei ao natural. o carro já é lá pro terceiro e estou quase me acostumando que seja o novo "normal".

mas eu tento, vou e volto, penso e desisto. finjo que esqueço, esqueço de vez e quando pisco... tudo de novo outra vez.

não, isso não é ruim. só é o que é. como tudo que não muda, já devia estar acostumada, mas não dá pra acostumar, sinto falta. falta daquele perfume, daquele estilo, daquele carro e de tudo mais. e nem isso faz qualquer sentido. mas a falta é assim, não faz sentido. as coisas não mudam porque não fazem sentido, se houvesse sentido em mudar, mudavam, partiam, viravam borboleta, sei lá. talvez isso tenha mudado. talvez eu esteja tentando achar sentido e, como não há... não encontro nada... apenas aquilo que está lá, que não muda e a que resisto. por quê mesmo???

nota de edição: a palavra amor foi substituída pela palavra hábito, após um pouco de análise... mais adequada! se não entende o que isto significa, sorte sua...

sexta-feira, abril 30, 2010

pergunta

certa vez perguntaram a uma garota: "o que um homem precisa para ser ideal?"
e ela disse: "ele não pode ter medo."
"- não pode ter medo de nada?"
"- não pode ter medo de mim."

quinta-feira, agosto 06, 2009

dare to compare

Tenho vários amigos homens – muitos dos quais ex-whatevers, é uma sina! – e conversando com muitos deles percebi uma constante curiosa: não gostam de ser comparados.

Sim, também mulheres gostam de ser únicas, mas mais no sentido de fidelidade do que de qualquer outra coisa. não sei se entendo direito essa questão, segundo minha vivência, basicamente masculina. me é tão óbvio comparar, não pra ver quem é melhor na cama, ou que tem atitudes mais isso ou aquilo, mas por vivermos sempre de forma relativa, sempre de acordo com nosso próprio repertório.

Não me lembro de ter me sentido mal por ter sido comparada aos fantasmas do meu 'caso'. Não que me lembre de ter sido comparada a uma... Em geral, me sinto mal por me sentir (auto-)comparada às modelos das revistas, isso sim. Talvez comparar seja uma coisa feminina e detestar comparação seja uma coisa masculina... tal qual "a tampa do vaso deve ficar baixada" vs. "pra quê?" ou "tenho só esses 19 pares de sapato, preciso de uma sandália lilás" vs. "1 par de havaianas + 1 sapatênis e estou bem!".

Também é verdade que nós, balzaquianas, somos conhecidas por sermos cada vez mais exigentes e, portanto, comparamos e analisamos cada vez mais. Será que é disso que 'eles' reclamam? Pessoalmente tento (dentro da mera possibilidade da minha condição absolutamente humana/feminina) viver cada relação da forma mais inteira, sem levar mais ninguém 'pra cama' conosco... Nem os 'falecidos', nem nossos pais [viu, Sr. Freud!]... Mas sendo formada por um pouquinho de cada uma dessas pessoas, às vezes, é mesmo difícil não transformar o casal numa suruba, se é que vc me entende.

terça-feira, abril 21, 2009

My GPS

While I was showering, a not so unusual thought popped into my head: "what turns me on?"

This is not one of those questions that can't be fastly answered, not if you want to tell the truth at least... Then I started thinking about the guys that most turned me on, about the things that most turned me on, foods, beverages, places and the whole firing up deal.

No, I guess I won't write down a list of things or a map to this treasure - not today I won't. But one of the things that gets me in the mood is that someone who does something really well, and I don't mean a specific thing, just doing it well. I've shaken while sitting down by the side of an amazing driver, who knew how to move through the cars that passed by so secure, that could pay attention to the music, make a turn, keep up a conversation, speed a bit, but just enough so that I wouldn't ask him to slow down and still make it fast enough and manly enough so that I'd almost melt down by him changing gears...

What the hell?! Doing something really well turns me on, but if that something is driving, even better.

And OK, I admit I started picturing a specific person while I was writing and that made me lose focus, but it doesn't change the subject or the mood, it makes it stronger.