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sexta-feira, dezembro 12, 2014

módulo 03

Um pouco sim, um pouco não.
De tudo que vem do chão,
como pó que sobe com vento
e cai lento na noite calada.

Calada, muda. Muda.
Que cresce com sol
Que vibra com a lua
Que chora na chuva
No meio do som do povo que passa
Multidão.

Um pouco não, um pouco sim.
Palavra consome. Some. Muda.
Calada, brava, perversa.
Num tom de ironia, ria, falava, tramava, chorava e ia.

Um pouco disso e daquilo.
Daquele outro pouco talvez.
De tudo um outro se fez,
quando surgiu um não, outro sim.

Me fiz de novo do pó.
Do que restou outra vez,
Nasci de nada e contudo,
nunca morri.
Só conflito.

domingo, setembro 19, 2010

denorex

há pouco recebi uma ligação engraçada e que não entendi por alguns momentos: um amigo com quem há tempos não falava me liga, assim, domingo de manhã. segundo ele, ainda estava na cama, com o note no colo e deu saudades... (até aqui, fine!) pergunta como anda a vida, insiste na parte amorosa e eu "está tudo bem! está tudo bem!"... alguns minutos de enrolação esquisita sobre o assunto até que eu entendi. ele diz: "pô! a gente é amigo há tanto tempo... pára de bancar a forte e me conta quem foi o fdp que fez você sofrer?!"
a pergunta foi obviamente seguida por um certo silêncio... e, então, ri. ri alto e gostoso...

curioso... não se pode citar um coração partido sem estar com ele doendo? "foi uma mostra, fulano! só fui a uma mostra sobre o assunto!" (não que eu não tivesse historicamente muito material para a autora da obra)

meu coração está inteiro, curtindo o momento, louco pra se jogar de cabeça em uma nova
(ou velha reinventada) história, aventura, caso ou o que quer que seja, desde que seja algo que o faça, mesmo que por alguns poucos minutinhos apenas, parar e depois bater mais forte, gelar a barriga, ficar sem palavras, falar besteira, agitar as mãos, dar sorrisinhos de lado... tá pronto pro que der e vier.

pois que venha.

quinta-feira, setembro 03, 2009

frade do dia: escolha o médico certo e um ultrassom transvaginal pode não ser assim tão desagradável. [nada de Abdelmassih]

sexta-feira, abril 24, 2009

o medo do desconhecido é mais antigo e batido que qualquer outra coisa em que eu possa pensar, mas quando bate à porta e se percebe que afinal esse desconhecido é mais um esquecido ou um indesejado, a coisa muda de figura e chega a hora de encará-lo. de frente. de peito aberto, com direito a silicone e uplift.

claro que quando se percebe isso, ao mesmo tempo que se pega a espada pra seguir em frente, o medo começa a tomar toda uma outra forma e - pasme! - fica pior. descobre-se que é medo do conhecido, mas empurrado lá pra baixo, pros confins do in(ou sub)consciente. é medo que não é real, mas que já foi um dia, e passa a ser hoje um medo com uma carga de tempo grande demais pra conseguir enfrentar de cara limpa.

gostava mais de quando eu tinha medo de descer a escada sozinha às 5 da manhã dos sábados, acordava e ficava sentada entre as portas dos quartos dos meus pais esperando alguém vir me ajudar a ter coragem.

quarta-feira, abril 22, 2009

o som da solidão

Acho que morar sozinha faria muito bem à minha escrita. Venho percebendo que vou lá fora, falo com pessoas, twíto, leio, vejo jornal, ando na rua, vejo táxis. Depois, à noite, quando estou sozinha em silêncio no meu quarto, ouvindo poucos carros passarem sozinhos na rua, com a luz já a meia luz só lá longe na cabeceira, eu sento e muitas idéias vêm inteiras na minha cabeça. Não há mais fragmentos cortados por mais uma informação que chega ou mais um telefone que toca. É nessa hora que está tudo em silêncio, menos eu. Eu tenho discursos prontos que minha cabeça parece ter passado o dia todo tecendo. Eu tenho histórias completas e detalhadas sobre seres e faunos, músicas e poemas, críticas, argumentos e protestos. Quando eu deito e apago a luz, logo antes de adormecer, é quando a solidão começa a cantar e as palavras começam a me sair pelos poros. Acho que por isso sonho. Quando acordo, o barulho e o mundo esmigalham todas as idéias de novo e começo de novo a tricotar.

domingo, novembro 23, 2008

terça-feira, novembro 18, 2008

do dia:
saber que gente muito especial está triste me entristece tbm.
se pelo menos aqui posso falar.... queria ajudar a chorar.
mas isso não é meu. é seu.
então chora.
quando parar, me avisa.
e... sorrio de novo.

sexta-feira, outubro 24, 2008

do dia: queria era fazer história pra depois contar

quinta-feira, setembro 11, 2008

ok, ok... vai aqui uma pronta perfeita pra não dizerem que não falei de flores... (oi? flores?)

frase do dia: "Até cortar os defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro." – Clarice Lispector

terça-feira, agosto 12, 2008

frase do dia: quem dá a cara a tapa pode ganhar um olho roxo.

quarta-feira, julho 02, 2008

do dia: [pra pensar] os problemas são inerentes às pessoas?

sexta-feira, junho 27, 2008

DO DIA: pessoas inteligentes têm cabeças grandes, já reparou?