ok, ok... vai aqui uma pronta perfeita pra não dizerem que não falei de flores... (oi? flores?)
frase do dia: "Até cortar os defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro." – Clarice Lispector
quinta-feira, setembro 11, 2008
domingo, setembro 07, 2008
Projeto Hapiness mode: ON.
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pequenos prazeres
Mais um manual
Para os homens que vivem sem entender uma mulher, segue um texto (aparentemente) de Martha Medeiros sobre o MEU 'sonho de consumo'. Pode ser que, quando sair do balanço, eu destaque meus favoritos, e pode ser que não.
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos, minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sozinha soinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixe eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte! Se nada disso funcionar... experimente me amar!
(Martha Medeiros)
Para os homens que vivem sem entender uma mulher, segue um texto (aparentemente) de Martha Medeiros sobre o MEU 'sonho de consumo'. Pode ser que, quando sair do balanço, eu destaque meus favoritos, e pode ser que não.
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos, minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo cultivando este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sozinha soinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixe eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte! Se nada disso funcionar... experimente me amar!
(Martha Medeiros)
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terça-feira, agosto 12, 2008
frase do dia: quem dá a cara a tapa pode ganhar um olho roxo.
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palavras ao vento
sexta-feira, agosto 01, 2008
Manual (WIP version)
Lá estava Márcio, de pé, testa suando e braços tensos dentro de uma camisa de mangas curtas. Olhava para os lados, para cima e para baixo, voltava os olhos para o material impresso e com esquemas coloridos que tinha nas mãos. Pessoas passavam, olhavam com suspeita e não entendendo, continuavam a caminhar. Mais outro e outro passavam, olhavam, paravam questionavam o jovem rapaz que, com concentração admirável a qualquer cientista, respondia com desdém que estava ocupado e voltava a ler o livreto. Esticava o dedo indicador, com os demais dobrados, lambia e levantava ao vento. Olhava para o dedo e lá continuava a calcular continuamente.
Havia estudado as instruções inúmeras vezes e, ainda que não compreendesse tudo, não entendia como os idealizadores de tal manual podiam nunca ter tido qualquer tipo de reclamação, solicitação de reembolso, ou coisa que valesse. Trabalhara por anos e anos a fio desenvolvendo manuais e sabia que sempre havia algo que falhava por conta das infinitas variáveis que não se podia prever. Como haviam conseguido chegar à excelência instrutiva, sem qualquer necessidade de callcenter ou ombudsman para o procedimento?
Tinha sido contratado pela concorrência para entender e determinar o que poderiam oferecer de diferencial em relação àquele pequeno e tão eficaz material. Sentia-se quase incompetente por nada conseguir concluir.
Uma tarde toda se passara e, nada tendo concluído, olhou para os lados, soltou a impressão no chão, esperou, como orientado, que não houvesse ninguém num raio de 100 metros, subiu no parapeito do viaduto, abriu os braços e se inclinando para a frente lançou-se em direção aos carros lá embaixo, sentido Centro-bairro da Av. 23 de Maio, naquela sexta-feira, 18:43h. Enquanto seu corpo caía, entendeu.
Dona Janete que morava num prédio próximo e que há muitos anos passava suas quietas tardes a observar a alegre vida de quem vivia lá fora, desceu correndo e, sem pestanejar, leu na primeira folha do panfleto “Suicide For Dummies”. À noite, enquanto passava uma velha calça amarela, ouviu no rádio “Homem branco de cerca de 42 anos, engenheiro, morre por triplo atropelamento depois de pular de viaduto em São Paulo. Os motivos ainda não estão claros, mas peritos atestam que morreu sorrindo...”
Lá estava Márcio, de pé, testa suando e braços tensos dentro de uma camisa de mangas curtas. Olhava para os lados, para cima e para baixo, voltava os olhos para o material impresso e com esquemas coloridos que tinha nas mãos. Pessoas passavam, olhavam com suspeita e não entendendo, continuavam a caminhar. Mais outro e outro passavam, olhavam, paravam questionavam o jovem rapaz que, com concentração admirável a qualquer cientista, respondia com desdém que estava ocupado e voltava a ler o livreto. Esticava o dedo indicador, com os demais dobrados, lambia e levantava ao vento. Olhava para o dedo e lá continuava a calcular continuamente.
Havia estudado as instruções inúmeras vezes e, ainda que não compreendesse tudo, não entendia como os idealizadores de tal manual podiam nunca ter tido qualquer tipo de reclamação, solicitação de reembolso, ou coisa que valesse. Trabalhara por anos e anos a fio desenvolvendo manuais e sabia que sempre havia algo que falhava por conta das infinitas variáveis que não se podia prever. Como haviam conseguido chegar à excelência instrutiva, sem qualquer necessidade de callcenter ou ombudsman para o procedimento?
Tinha sido contratado pela concorrência para entender e determinar o que poderiam oferecer de diferencial em relação àquele pequeno e tão eficaz material. Sentia-se quase incompetente por nada conseguir concluir.
Uma tarde toda se passara e, nada tendo concluído, olhou para os lados, soltou a impressão no chão, esperou, como orientado, que não houvesse ninguém num raio de 100 metros, subiu no parapeito do viaduto, abriu os braços e se inclinando para a frente lançou-se em direção aos carros lá embaixo, sentido Centro-bairro da Av. 23 de Maio, naquela sexta-feira, 18:43h. Enquanto seu corpo caía, entendeu.
Dona Janete que morava num prédio próximo e que há muitos anos passava suas quietas tardes a observar a alegre vida de quem vivia lá fora, desceu correndo e, sem pestanejar, leu na primeira folha do panfleto “Suicide For Dummies”. À noite, enquanto passava uma velha calça amarela, ouviu no rádio “Homem branco de cerca de 42 anos, engenheiro, morre por triplo atropelamento depois de pular de viaduto em São Paulo. Os motivos ainda não estão claros, mas peritos atestam que morreu sorrindo...”
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quarta-feira, julho 02, 2008
tomei uma decisão.
mas só conto depois.
resta combinar com o urso...
mas só conto depois.
resta combinar com o urso...
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do dia: [pra pensar] os problemas são inerentes às pessoas?
domingo, junho 29, 2008
sexta-feira, junho 27, 2008
DO DIA: pessoas inteligentes têm cabeças grandes, já reparou?
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do dia,
percepções
terça-feira, junho 10, 2008
domingo, junho 08, 2008

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
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