domingo, abril 04, 2010
back to black
seria uma questão de egoísmo? guardo meus melhores textos pra mim? mas os piores que escrevo aqui nem bons são, então não guardo lá grande coisa... acho que posso viver com isso.
here I am: back!
domingo, setembro 27, 2009
machos modernos reunidos

O resultado é o “Almanaque do Macho Moderno”, um relato da vida selvagem deste elo perdido. Compre o livro e saiba tudo o que descobrimos sobre essa espécie tão interessante. Mas compre agora! Afinal, tudo que é bom dura pouco, especialmente o Macho Moderno."
quarta-feira, setembro 23, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
quinta-feira, setembro 03, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
dare to compare
Sim, também mulheres gostam de ser únicas, mas mais no sentido de fidelidade do que de qualquer outra coisa. não sei se entendo direito essa questão, segundo minha vivência, basicamente masculina. me é tão óbvio comparar, não pra ver quem é melhor na cama, ou que tem atitudes mais isso ou aquilo, mas por vivermos sempre de forma relativa, sempre de acordo com nosso próprio repertório.
Não me lembro de ter me sentido mal por ter sido comparada aos fantasmas do meu 'caso'. Não que me lembre de ter sido comparada a uma... Em geral, me sinto mal por me sentir (auto-)comparada às modelos das revistas, isso sim. Talvez comparar seja uma coisa feminina e detestar comparação seja uma coisa masculina... tal qual "a tampa do vaso deve ficar baixada" vs. "pra quê?" ou "tenho só esses 19 pares de sapato, preciso de uma sandália lilás" vs. "1 par de havaianas + 1 sapatênis e estou bem!".
Também é verdade que nós, balzaquianas, somos conhecidas por sermos cada vez mais exigentes e, portanto, comparamos e analisamos cada vez mais. Será que é disso que 'eles' reclamam? Pessoalmente tento (dentro da mera possibilidade da minha condição absolutamente humana/feminina) viver cada relação da forma mais inteira, sem levar mais ninguém 'pra cama' conosco... Nem os 'falecidos', nem nossos pais [viu, Sr. Freud!]... Mas sendo formada por um pouquinho de cada uma dessas pessoas, às vezes, é mesmo difícil não transformar o casal numa suruba, se é que vc me entende.
quarta-feira, agosto 05, 2009
pedido
não sei se já havia pedido a alguém. hoje pedi a uma pessoa que já me contou segredos guardados a 7 chaves sobre mim que nem eu mesma sabia.
anseio pela resposta.
anseio por me fazerem a pergunta.
e anseio pela resposta de novo.
talvez anseie mesmo é pela intimidade, fragilidade e doçura...
fase 1
me olhei no espelho e sentei. pernas cruzadas, luz às costas.
sentei e busquei teu nome pra escrever.
escrevi para mim e te mandei.
não era menina. uma mulher, de brincos apenas.
quinta-feira, julho 30, 2009
mulher de fases
explico:
feminina seria apenas um momento mulherzinha.
feminista seria apenas um momento de direitos iguais e queima de soutiens.
feminística seria... hmmm... algo sem nada de direitos iguais (meninos são meninos e meninas são meninas... deal with it!), mais independente sem a queima de lingeries (são caras, sabe?!), entendendo melhor papéis (mas sem intelectualizar demais tbm). me observar, me entender, me aceitar, me curtir, me sentir – tudo isso enquanto mulher que sou.
ah! e lendo O Segundo Sexo de Simone de Beauvoir... uma coisa bem girl-o-râmica.
adoro ser uma mulher de fases, adoraria também ter alguém que as visse, as dissecasse e as curtisse... mas não já, eu acho. não, não já.
quinta-feira, maio 28, 2009
fatorial
infinitas são tantas quanto for a grandeza da cidade, multiplicada decrescente até chegar a um: eu ou você ou ele ou ela ou it.
como numa aula de análise combinatória em que a – no caso, obrigatória – exclamação explica qual o valor.
são paulo!
quinta-feira, maio 14, 2009
hoje
se fosse domingo
com churrasco marcado
com você do meu lado
tocando um samba sambado
num doce balanço a caminho do mar
segunda-feira, maio 04, 2009
108
Tinha achado gostoso e até divertida a história de passar os dias sentado numa cadeira de plástico branca colocada no canto de sua varanda coberta de azulejos com desenhos estranhos. Se inscreveu no campeonato de damas, esquecia quando era quarta-feira e perdeu as eliminatórias por W.O., riu de si mesmo sentado na cadeira de plástico branca colocada no canto de sua varanda coberta de azulejos com desenhos estranhos. Sentia falta da leve pressão que lhe faziam os sapatos nos mindinhos no fim do dia. Sentia falta de abrir o primeiro botão da camisa a caminho do ponto no fim da tarde. Sentia falta dos fins de semana que agora não tinham mais fim sentado numa cadeira de plástico branca colocada no canto de sua varanda coberta de azulejos com desenhos estranhos.
Assistia a todos os jornais e ainda ouvia notícias num radinho. Quase contava dias, quase contava meses, sabia que haviam se passado 13 anos sentado na mesma cadeira de plástico branca colocada no canto de sua varanda coberta de azulejos com desenhos estranhos. Não queria mais saber de cadeira branca ou dos azulejos.
Vestiu a camisa bem passada de linho cinza e os sapatos que apertavam de leve o mindinho esquerdo já desde cedo e andou até o banco. Pediu ajuda a uma jovem bonita de cabelos fartos e rosto rosado para pegar a senha para atendimento nos caixas, e não queria a prioritária, tinha tempo, queria tempo. Agradeceu e logo se dirigiu às fileiras de cadeiras voltadas para o painel que indicava as senhas e os guichês. Com uma timidez cortada pela ansiedade quase adolescente perguntou: "quem é o 107? quem é o 107?", a quem respondeu um senhor da última fileira levantando a mão. Andou até ele trapalhada e vagarosamente por entre as fileiras. Sentou numa cadeira de plástico branca. Outra.
- Prazer, eu sou o 108. Tudo bem? É importante fazer contatos hoje em dia. Então, o senhor faz o quê?

