sexta-feira, setembro 17, 2010
e continuando a temática anterior, fica o link de um vídeo bem bonito do Museu dos Corações Partidos.

e, como toda boa menininha sonhadora que se preze, sim, eu também já tive meu coração partido... e sempre admirei a estética e a intensidade dos sentimentos de um coração assim.
qual não foi minha grata surpresa a encontrar na categoria Cinema e Vídeo do Rumos do Itau Cultural uma obra que traz isso tudo à tona. num museu de assim belas palavras, imagens, e vídeos. vale a pena parar pra ver de fora, olhando a dor de fora, sem sentí-la, apenas observando como poderia ser se lá do lado de dentro quem estivesse partido fosse (de novo) o seu coração.
é estranhamente bela a dor de amor.
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segunda-feira, setembro 13, 2010
não leia, é pessoal.
tem coisa que nunca muda. simples assim.
tem quem não mude de perfume, tem que não mude de estilo, de carro ou de idéia.
eu? eu aparentemente não consigo mudar de hábito. já tentei todas as outras, meu perfume preferido continua o mesmo, mas uso aquele outro. meu estilo mudou mudou mudou e voltei ao natural. o carro já é lá pro terceiro e estou quase me acostumando que seja o novo "normal".
mas eu tento, vou e volto, penso e desisto. finjo que esqueço, esqueço de vez e quando pisco... tudo de novo outra vez.
não, isso não é ruim. só é o que é. como tudo que não muda, já devia estar acostumada, mas não dá pra acostumar, sinto falta. falta daquele perfume, daquele estilo, daquele carro e de tudo mais. e nem isso faz qualquer sentido. mas a falta é assim, não faz sentido. as coisas não mudam porque não fazem sentido, se houvesse sentido em mudar, mudavam, partiam, viravam borboleta, sei lá. talvez isso tenha mudado. talvez eu esteja tentando achar sentido e, como não há... não encontro nada... apenas aquilo que está lá, que não muda e a que resisto. por quê mesmo???
nota de edição: a palavra amor foi substituída pela palavra hábito, após um pouco de análise... mais adequada! se não entende o que isto significa, sorte sua...
tem quem não mude de perfume, tem que não mude de estilo, de carro ou de idéia.
eu? eu aparentemente não consigo mudar de hábito. já tentei todas as outras, meu perfume preferido continua o mesmo, mas uso aquele outro. meu estilo mudou mudou mudou e voltei ao natural. o carro já é lá pro terceiro e estou quase me acostumando que seja o novo "normal".
mas eu tento, vou e volto, penso e desisto. finjo que esqueço, esqueço de vez e quando pisco... tudo de novo outra vez.
não, isso não é ruim. só é o que é. como tudo que não muda, já devia estar acostumada, mas não dá pra acostumar, sinto falta. falta daquele perfume, daquele estilo, daquele carro e de tudo mais. e nem isso faz qualquer sentido. mas a falta é assim, não faz sentido. as coisas não mudam porque não fazem sentido, se houvesse sentido em mudar, mudavam, partiam, viravam borboleta, sei lá. talvez isso tenha mudado. talvez eu esteja tentando achar sentido e, como não há... não encontro nada... apenas aquilo que está lá, que não muda e a que resisto. por quê mesmo???
nota de edição: a palavra amor foi substituída pela palavra hábito, após um pouco de análise... mais adequada! se não entende o que isto significa, sorte sua...
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sexta-feira, abril 30, 2010
pergunta
certa vez perguntaram a uma garota: "o que um homem precisa para ser ideal?"
e ela disse: "ele não pode ter medo."
"- não pode ter medo de nada?"
"- não pode ter medo de mim."
e ela disse: "ele não pode ter medo."
"- não pode ter medo de nada?"
"- não pode ter medo de mim."
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domingo, abril 04, 2010
back to black
faz tempo demais que muitas coisas, uma delas --- que é a que vem mais ao caso neste espaço --- é escrever. como me é de costume, ando escrevendo mentalmente com a mesma velocidade e sagacidade de outrora e, claro, mantenho a mesma incapacidade de reescrever o texto depois, seja no papel ou na tela, mas, que se há de fazer? um amigo já dizia "escritor é quem escreve". e a ele fica a homenagem da minha volta.
seria uma questão de egoísmo? guardo meus melhores textos pra mim? mas os piores que escrevo aqui nem bons são, então não guardo lá grande coisa... acho que posso viver com isso.
here I am: back!
seria uma questão de egoísmo? guardo meus melhores textos pra mim? mas os piores que escrevo aqui nem bons são, então não guardo lá grande coisa... acho que posso viver com isso.
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domingo, setembro 27, 2009
machos modernos reunidos

"Segunda metade do século XX. Queimaram os sutiãs e os homens. Como não quis pôr o lixo para fora na hora do jogo, o Macho Tradicional foi varrido da sociedade. Em seu lugar, surgiram variantes modernas, como o “Metrossexual”, os “Artistas Intelectuais Sensíveis”, os “Pitbulls-de-Academia” e até os “Cantores-de-Música-Brega-Romântica. Mas permanece o mistério: como eles apareceram? Onde se deu o salto evolutivo do Macho Tradicional? Intrigados com estas respostas, nós, Cronistas Reunidos, nos lançamos em uma audaciosa empreitada antropológica.
O resultado é o “Almanaque do Macho Moderno”, um relato da vida selvagem deste elo perdido. Compre o livro e saiba tudo o que descobrimos sobre essa espécie tão interessante. Mas compre agora! Afinal, tudo que é bom dura pouco, especialmente o Macho Moderno."
O resultado é o “Almanaque do Macho Moderno”, um relato da vida selvagem deste elo perdido. Compre o livro e saiba tudo o que descobrimos sobre essa espécie tão interessante. Mas compre agora! Afinal, tudo que é bom dura pouco, especialmente o Macho Moderno."
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quarta-feira, setembro 23, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
quinta-feira, setembro 03, 2009
frade do dia: escolha o médico certo e um ultrassom transvaginal pode não ser assim tão desagradável. [nada de Abdelmassih]
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quinta-feira, agosto 06, 2009
dare to compare
Tenho vários amigos homens – muitos dos quais ex-whatevers, é uma sina! – e conversando com muitos deles percebi uma constante curiosa: não gostam de ser comparados.
Sim, também mulheres gostam de ser únicas, mas mais no sentido de fidelidade do que de qualquer outra coisa. não sei se entendo direito essa questão, segundo minha vivência, basicamente masculina. me é tão óbvio comparar, não pra ver quem é melhor na cama, ou que tem atitudes mais isso ou aquilo, mas por vivermos sempre de forma relativa, sempre de acordo com nosso próprio repertório.
Não me lembro de ter me sentido mal por ter sido comparada aos fantasmas do meu 'caso'. Não que me lembre de ter sido comparada a uma... Em geral, me sinto mal por me sentir (auto-)comparada às modelos das revistas, isso sim. Talvez comparar seja uma coisa feminina e detestar comparação seja uma coisa masculina... tal qual "a tampa do vaso deve ficar baixada" vs. "pra quê?" ou "tenho só esses 19 pares de sapato, preciso de uma sandália lilás" vs. "1 par de havaianas + 1 sapatênis e estou bem!".
Também é verdade que nós, balzaquianas, somos conhecidas por sermos cada vez mais exigentes e, portanto, comparamos e analisamos cada vez mais. Será que é disso que 'eles' reclamam? Pessoalmente tento (dentro da mera possibilidade da minha condição absolutamente humana/feminina) viver cada relação da forma mais inteira, sem levar mais ninguém 'pra cama' conosco... Nem os 'falecidos', nem nossos pais [viu, Sr. Freud!]... Mas sendo formada por um pouquinho de cada uma dessas pessoas, às vezes, é mesmo difícil não transformar o casal numa suruba, se é que vc me entende.
Sim, também mulheres gostam de ser únicas, mas mais no sentido de fidelidade do que de qualquer outra coisa. não sei se entendo direito essa questão, segundo minha vivência, basicamente masculina. me é tão óbvio comparar, não pra ver quem é melhor na cama, ou que tem atitudes mais isso ou aquilo, mas por vivermos sempre de forma relativa, sempre de acordo com nosso próprio repertório.
Não me lembro de ter me sentido mal por ter sido comparada aos fantasmas do meu 'caso'. Não que me lembre de ter sido comparada a uma... Em geral, me sinto mal por me sentir (auto-)comparada às modelos das revistas, isso sim. Talvez comparar seja uma coisa feminina e detestar comparação seja uma coisa masculina... tal qual "a tampa do vaso deve ficar baixada" vs. "pra quê?" ou "tenho só esses 19 pares de sapato, preciso de uma sandália lilás" vs. "1 par de havaianas + 1 sapatênis e estou bem!".
Também é verdade que nós, balzaquianas, somos conhecidas por sermos cada vez mais exigentes e, portanto, comparamos e analisamos cada vez mais. Será que é disso que 'eles' reclamam? Pessoalmente tento (dentro da mera possibilidade da minha condição absolutamente humana/feminina) viver cada relação da forma mais inteira, sem levar mais ninguém 'pra cama' conosco... Nem os 'falecidos', nem nossos pais [viu, Sr. Freud!]... Mas sendo formada por um pouquinho de cada uma dessas pessoas, às vezes, é mesmo difícil não transformar o casal numa suruba, se é que vc me entende.
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quarta-feira, agosto 05, 2009
pedido
das coisas mais íntimas, frágeis e doces que sempre esperei que me respondessem é ao pedido "me conta um segredo?".
não sei se já havia pedido a alguém. hoje pedi a uma pessoa que já me contou segredos guardados a 7 chaves sobre mim que nem eu mesma sabia.
anseio pela resposta.
anseio por me fazerem a pergunta.
e anseio pela resposta de novo.
talvez anseie mesmo é pela intimidade, fragilidade e doçura...
não sei se já havia pedido a alguém. hoje pedi a uma pessoa que já me contou segredos guardados a 7 chaves sobre mim que nem eu mesma sabia.
anseio pela resposta.
anseio por me fazerem a pergunta.
e anseio pela resposta de novo.
talvez anseie mesmo é pela intimidade, fragilidade e doçura...
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fase 1
sentei, de brincos apenas. nada mais, brincos apenas. longos brincos prateados.
me olhei no espelho e sentei. pernas cruzadas, luz às costas.
sentei e busquei teu nome pra escrever.
escrevi para mim e te mandei.
não era menina. uma mulher, de brincos apenas.
me olhei no espelho e sentei. pernas cruzadas, luz às costas.
sentei e busquei teu nome pra escrever.
escrevi para mim e te mandei.
não era menina. uma mulher, de brincos apenas.
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